sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A Loucura e um dom



Para poucos, mas é.
E, definitivamente, eu estou ficando louca, paranóica, compulsiva, qualquer outro sinônimo é mais que bem-vindo.
Eu não sou uma pessoa triste. Eu tenho todos os motivos para ser uma pessoa feliz. A mais feliz do mundo, talvez.
Tenho uma família maravilhosa. Pena que percebi isso tarde demais. Tarde demais. Tenho um namorado atencioso, carinhoso, paciente. Pena que não sou a pessoa perfeita para ele.
Amigos? Poucos. Quase nenhum. Muitos já foram, provavelmente não sentem diferença alguma na minha presença. Não. Não sou vítima. A culpada disso sou eu mesma. Trágico.
Eu não sou uma pessoa triste, mas enxergo minha vida com olhos pessimistas. Olhos velhos, cansados.
Talvez eu seja uma suicida em potencial. Talvez não.
Mas só eu sei o tamanho e a profundidade do nó na minha garganta que insiste em não descer. Só eu sei a força que tenho quando seguro as lágrimas, mas, por quê ultimamente elas insistem em brotar e cair tão facilmente, me agonizando?
Eu quero ser forte. Eu quero lutar.
Eu quero acreditar que tudo vai dar certo no fim. Mas quer saber? Nada dá certo no fim. Choramos, sofremos, agonizamos, lutamos, amamos e rimos pra morrer no fim.
E a morte é incerta. Incerta mas verdadeira.
E a culpa desse misto de sensações? É minha. Só minha. E só eu posso criar raízes pra lutar. Mas será que eu quero lutar? Será que eu aguento o tranco?
Eu quero dizer pra todo o mundo que ler isso que eu sinto muito. Sinto muito por ser quem sou.
A vida não devia pregar sustos em nós. Não devia.
É quase o fim de mais um ano. Mais um ano que passou rápido demais. E eu amaldiçôo cada dia que passou, porque eles passaram rápido demais e eu não tive tempo de sentir o vento, ouvir as músicas. Eu não tive tempo nem pra mim.
E lá vão mais anos, décadas e, finalmente estamos velhos. Provavelmente eu vou ser uma velha resmungona que reclama de não ter visto o pôr-do-sol tantas vezes quanto eu quis.
Pena que eu não moro no asteróide do Pequeno Príncipe. Senão eu apenas afastaria minha cadeira, um pouco, e veria o pôr-do-sol várias vezes ao dia.
A vida passa por nós como um sopro. Lembrem-se disso todos os dias e aproveitem ao máximo. Porque não se sabe o dia de amanhã.
Porque hoje seu melhor amigo está aí, contigo. Amanhã ele está num quarto de hospital.
Eu devo estar delirando por escrever um texto tão absurdo desses. Perdão.
Mas é como se eu desgarregasse o excesso de pensamentos da minha cabeça. E isso, pra mim, é um alívio.
Sejam felizes enquanto podem. Que eu vou me esforçar aqui para que meus olhos vejam o mundo com um pouco menos de rancor.

Etse texto do blog de uma garotinha que eu amo de corpo alma e mente..... esse aqui:
http://infinitemelodie.blogspot.com/ nossa em suas pequenas palavras ela diz tudo guria eu te lovoooooo...srsr!

2 comentários:

Tati Rodrigues disse...

ando um pouco sem palavras...

mas passei por aqui!

e não se desculpe... viva, just do it!

bjs guria.

Daniel Savio disse...

Aff, você está perdendo tempo demais pensando de forma negativa, pois o ano ainda não acabou menina...

Fique com Deus, menina Senhorita Elis.
Um abraço.